» Flacidez vaginal.

Flacidez vaginal.

Você pode estar sofrendo e não sabe.

Já sabemos que quando não exercitamos os músculos eles ficam fracos, certo? Com a sua região intima acontece a mesma coisa, como ela é composta por estruturas musculares ela sofre exatamente os mesmos efeitos do que os outros músculos do nosso corpo. A partir dos 20 anos de idade, essa estrutura tende a ficar flácida. Falar sobre a vagina é tabu e por isso muitas mulheres podem estar sofrendo com esse problema sem saber, achando que é normal os problemas enfrentados na relação sexual, e na verdade o problema pode ser os músculos do assoalho pélvico que não estão fortes o suficiente.

A sua bunda, você pode vê-la e isso facilita observar se esta flácida ou não, os braços também, mas a vagina é  mais complicado, porque os músculos estão internos, você precisa sentir e conhece-los.

5 Sintomas para você pensar sobre …

1 – Seu tônus muscular é um indicativo – Mesmo sem fazer exercícios, tem pessoas que são mais “firmes” do que outras, isso tem relação com a nossa genética e nosso estado emocional. Se o seu tônus muscular é firme, o assoalho pélvico também se beneficiará e se você for flácida com certeza o assoalho pélvico será também.

2 – Diminuição da sensibilidade – Passamos a não sentir mais a penetração como antes, talvez não seja a adolescência que fazia você ter mais prazer e sim os músculos do assoalho pélvico que eram mais fortes.

3 – Ressecamento vaginal –  A lubrificação quase não acontece.

4 – Dificuldade para chegar ao orgasmo – 78,8% das mulheres brasileiras relatam alguma insatisfação na vida sexual, é um número bem alto, não acham? Esse é um assunto bem complexo e que tem muitos aspectos para levarmos em consideração.  A relação sexual é magnifica, quando ambos os lados estão na mesma frequência de energia, os corpos compartilham informações. Se durante o ato sexual você tem sensações ruins, ou seja, não sente prazer,  a frustação irá acompanhar o seu momento e isso poderá atrapalhar o seu emocional que não deixará a sua energia fluir de modo prazeroso, e o mesmo acontece ao contrário, não adianta ter o físico bom e o seu emocional abalado. O que quero dizer é que, se você estiver com um problema físico na vagina, toda a sua energia atuará para você não ser feliz na sua relação sexual e ao contrário também. Agora eu te pergunto, que relacionamento se sustenta sem uma boa relação sexual? É justo sermos infelizes, por vergonha ou imaturidade de falarmos sobre vagina? Eu acho que não …

 

5 – Não conseguir segurar o xixi – Se você notar dificuldades em segurar a urina, pode ser que os seus músculos não estão conseguindo oferecer um bom suporte para a sua bexiga.

Porque isso é tão importante ser levado em consideração quando você vai praticar atividade física?

Se você esta com flacidez vaginal, significa que os músculos do assolho pélvico não estão capazes de segurar os seus orgãos internos no dia a dia, eles não estão suportando você caminhar, subir escadas e as outras atividades diárias. Você nesse estado resolve correr, fazer musculação ou outra atividade, irá acrescentar uma carga no seu corpo, e o seu assoalho pélvico terá que segurar os seus orgãos e a carga ou impacto da atividade que você escolher fazer. Você estará intensificando o problema. É extremamente importante aprender a contrair essa região ao levantar peso ou ao correr, você não pode deixar tudo “solto” e sendo “puxado para baixo”.

Veja a foto abaixo, a atleta urinando ao levantar o peso.

O Pilates vai te ensinar a respirar corretamente, você será capaz de ativar a musculatura do assoalho pélvico através da expiração “forçada”. Toda vez que for fazer força, irá automaticamente expirar acionando a musculatura interna. É um trabalho de “imaginação”, “visualização” e percepção, porque você não consegue ver esses músculos, e muitas vezes nunca viu esses músculos em ação. O profissional deverá ser bem capacitado para auxilia-la a “visualizar” essa musculatura.

Se você já é mãe não deixe de cuidar dessa região, as chances de flacidez vaginal são bem maiores para as mulheres que já foram mães.

Não é motivo de pânico, é apenas um cuidado que devemos ter, assim como temos com os outros músculos.

Dúvidas?

Simone Albano

Diretora Técnica do IGP.