» Estratégias para melhorar a estabilização articular nas aulas de Pilates.

Estratégias para melhorar a estabilização articular nas aulas de Pilates.

Metodologia Gravity Pilates - "Hipertrofia" terapêutica.

Vamos iniciar o assunto nos perguntando: “Quais são os fatores responsáveis pela estabilidade articular” ou “Quais são os fatores responsáveis pela congruência articular”?
A diferença entre as duas perguntas esta na ação da articulação. Quando falamos em congruência queremos nos referir a articulação em movimento e quando falamos em estabilidade queremos nos referir a articulação parada. Não podemos esquecer que mesmo a articulação parada existe uma contração muscular, porém ela esta parada.

Vamos utilizar como exemplo o exercício acima, a famosa prancha. Olhe  para ela e pergunte-se: “O que esta sendo estabilizado”? Talvez você me responda: “o corpo todo” e eu direi que você tem toda razão. Agora, quero que você olhe para dentro do corpo, para cada articulação que esta envolvida nesse exercício, e vou te perguntar novamente: “O que
esta sendo estabilizado”? Talvez a resposta seja: “Todas as articulações”,e eu diria que você tem razão novamente.

Olhando para dentro do corpo não sabemos o que esta acontecendo dentro de cada articulação, não sabemos se esta ocorrendo pequenos deslizamentos que causam incongruência na articulação, e isso pode estar acontecendo apenas em uma articulação.

Vamos dar o exemplo do punho. Se o punho entra em incongruência articular nessa posição, todas as outras articulações irão sofrer essa incongruência articular, o corpo é integrado, lembra?  Quando uma parte não funciona bem, todas as outras podem ter problemas também.

Agora, imagine se colocarmos a pessoa com os pés sobre a bola. Geralmente, é o que fazemos, acreditamos que proporcionar instabilidade em um exercício iremos trabalhar a “estabilidade”. Mas, olhe para dentro das articulações e observe o que acontece quando adicionamos instabilidade em determinadas posições. Não estou dizendo que é bom ou ruim, apenas mostrando que isso é real e um fato que não podemos deixar de analisar, ainda mais quando atendemos pessoas em sua maioria com restrições músculo-esqueléticas.

A ESTABILIZAÇÃO precisa ser gerada “dentro da articulação”, e para isso, precisamos treinar os componentes que são responsáveis por essa articulação em específico.

Os componentes são os tecidos passivos e ativos. Os tecidos passivos agem involuntariamente, já os tecidos ativos (músculos) agem voluntariamente.

A congruência articular depende do conjunto do funcionamento de todos os tecidos que estão em volta da articulação. A contração concêntrica e excêntrica bem gerenciada garantirá a “estabilização” articular.

Vamos levar a situação para uma aula de Pilates onde o objetivo é estabilizar as articulações do corpo: Exercício Prancha.

Seguindo a Metodologia Gravity Pilates, a proposta da aula é:

Exercício isolado para “panturrilhas” ativando a contração concêntrica e excêntrica do praticante. Lembrando que grau de mobilidade (o quanto os ossos podem mover) não é acompanhada pela contração dos músculos.
Você poderá observar ao colocar a mão em um aluno que talvez a contração não esteja 100% acompanhando a articulação. Nesse caso, trabalhar dentro do que o praticante tem de contração diminuindo a amplitude é uma boa alternativa para melhorar a contração. Aqui, aplicaremos a periodização de treinamento para melhorar a capacidade contrátil, sem a periodização o músculos não alcança o nível de força ideal para gerar uma resposta positiva, nesse caso, o fortalecimento.

Faremos a mesma coisa com os exercícios para manguito rotador, abdômen e quadríceps, por exemplo.  Todos os exercícios de maneira periodizada, para que a resposta muscular seja positiva.

No final da aula aplicaremos a prancha, trazendo a consciência corporal para o praticante, fazendo com que ele use todos os músculos treinados e que ele já sabe como acionar. Dessa forma,  as articulações estarão com os “jogadores” prontos para garantir a integridade articular.
A Estabilização depende do treinamento de força, não considere força como hipertrofia, ok?

A estabilização de uma articulação depende de quanto de força um músculo tem para segurar a articulação, e esse músculo não se fortalece em exercícios de estabilidade, compreende?

Precisamos aplicar exercícios específicos com técnicas especificas para gerar resposta positiva para força. Vamos chamar de FORÇA TERAPÊUTICA.

A diferença em força terapêutica para hipertrofia é a seguinte:

Hipertrofia, eu me preocupo com o resultado, não importando o que aconteça com a estrutura (ossos). O meu objetivo é aumentar o percentual de massa magra e ponto final.

Força terapêutica, eu quero resultado e levo em consideração a estrutura.

Gravity Pilates é uma ótima ferramente para você agregar nas suas aulas de Pilates. Você conseguirá enxergar progressões dos componentes internos do corpo (músculos, ativação neural, etc), e não apenas os componentes externos (exercícios e performance).

A Metodologia Gravity Pilates vem para completar o trabalho que fazemos no Pilates, garantindo integridade articular e objetivos para  os praticantes, porque uma depende da outra. Quando negligenciamos um dos componentes ocorre a lesão.

Formação em Gravity Pilates Sistema Básico com enfase: “Como agregar o Gravity Pilates nas minhas aulas de Pilates e desenvolver o trabalho de força terapêutica?”

Dias: 14, 15 e 16 de setembro.
Local: São Paulo – SP

Infomações: WhatsApp (11) 94170-1779 ou vendas@simonealbano.com.br

Você aprenderá a desenvolver exercícios e utilizar todas as ferramentas para atingir os objetivos do seu praticante.