» Crossfit e a incontinência urinária.

Crossfit e a incontinência urinária.

Um grupo composto por 25 líderes de pesquisa esta realizando um projeto em todo o país. O grupo é composto por médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas. Conforme o professor de ginecologia e obstetrícia da UFC, Leonardo Bezerra, a pesquisa surgiu após a percepção das mulheres que fazem atividades de alto impacto se queixar de vontade forte de urinar.

Como o Crossfit é uma prática recente, os dados sobre os efeitos dos exercícios nas atletas ainda são inconclusivos, diferente do que já sabemos em relação a atividades de corrida de longa distância e saltos em trampolim por exemplo, onde já temos comprovação científica que essas práticas para serem realizadas com segurança precisam de fortalecimento de assoalho pélvico.

De acordo com os autores do projeto, mulheres que praticam atividades de alto impacto e alto intensidade tem 8 vezes mais chances de perder a urina em comparação às sedentárias na mesma faixa etária.

Até aqui a notícia parece ser bem negativa, muitos de vocês já devem estar pensando: “Vou divulgar isso, eu falo que o Crossfit não é bom”, “O crossfit é terrível mesmo”, infelizmente adoramos noticias negativas, e elas parecem vírus da gripe, espalham em menos de 1 segundo criando uma onda de pensamentos negativos na nossa coletividade. Vamos mudar o cenário e enxergar o real propósito da pesquisa.

O projeto busca valorizar os exercícios para a saúde e para isso Leonardo quer descobrir quais estratégias deverão ser acrescentadas para as pessoas que “amam” o crossfit e não pretendem parar de praticar a atividade. Essas pessoas gostam do desafio, gostam de arriscar e não acham justo terem que parar devido aos problemas que acontecem no meio do caminho, Leonardo não esta focado no problema e sim na solução.

“O objetivo não é que a atleta deixe de fazer o esporte, mas que permaneça e tenha bons resultados” Afirma Leonardo.

Talvez as atletas precisem realizar fortalecimento do assoalho pélvico e tendo esse conhecimento os professores poderão propor essa prática para as atletas. Todos os profissionais trabalhando juntos e buscando alternativas para auxiliar as pessoas dentro das suas escolhas e particularidades é o que pretendo ver no futuro. Olhem que maravilha, teremos mais trabalho e área de atuação para os profissionais da fisioterapia.

Mudar o cenário é importante, podemos pensar de duas formas: “Que legal, vou preparar você para conquistar seus sonhos e objetivos” ou “Nossa, o Crossfit não é bom, porque lesiona”, é muito triste dar um ponto final aos sonhos e desejos das pessoas, dizendo que uma atividade lesiona. Focar nas soluções e não nos problemas, esse é o objetivo da pesquisa.

Simone Albano

Diretora Técnica do Instituto Gravity Pilates.